Ao longo desses meus decanatos, já se vão quatro...tenho vivido experiências muito interessantes. Tenho passado por situações difíceis, mas tenho tirado o melhor proveito de tudo que acontece comigo, direta ou indiretamente. Os acontecimentos estão, quase sempre ligados às pessoas com quem nos relacionamos. Quase sempre porque, às vezes, o acontecimento não depende de ninguém, além de nós mesmos. É bom saber disso, fortalece nosso senso de autonomia, ao mesmo tempo, precisamos aprender a equilibrar, pra não nos tornarmos adoradores exagerados do próprio umbigo e cairmos na cegueira, que nos impede de enxergar os acontecimentos gerados pelos coletivos, pelas comunidades, por exemplo.
Atualmente, falar de comunidade, a informação que vem à cabeça, é a ideia de comunidade virtual. Considero isso também, no entanto, estou me referindo às comunidades de pessoas que vivem em um determinado lugar e desenvolvem uma determinada "cultura comunitária" e, por força dessa cultura, produzem acontecimentos de vários sentidos e formatos.
Indivíduos ao se juntarem, formam comunidades e comunidades formam outros indivíduos, isso está dado. Mas, esse ciclo é responsável por uma avalanche de fatos cotidianos, que nem sempre são captados nos mínimos detalhes. Muita coisa fica submersa na amálgama dos anos, muitos acontecimentos são transferidos para planos menos importantes, em função de outros, por escolha ou por necessidade de cada indivíduo ou cada comunidade.
De vez em quando, reencontro alguém, que ainda está, de certa forma ligado à primeira fase da minha trajetória de ativista no movimento social, ou seja, alguém que me viu e teve a oportunidade de conviver comigo, quando eu era só um iniciante nesses assuntos, quando estava me debatendo pra entender o que era "movimento comunitário", "Cultura Comunitária", "Arte Comunitária", "Política Comunitária", enfim, esse universo infinito das possibilidades estratégicas que um ou mais grupos sociais se permitem quando se organizam em torno de suas afinidades, necessidades e objetivos.
Hoje, tenho profundo respeito por esses dois aspectos da vida humana: a solidão e a sociabilidade.
domingo, 21 de agosto de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Rascunhos.
Bem, agora, não tem mais volta. Estou vivendo a aventura literária que vai desaguar no oceano salgado das lágrimas retidas nas minhas entranhas. Nossa! Que surto! Que rompante! Como diz, o parceiro e amigo, Mano Brown: "É desse jeito!" Gosto disso!
As coisas, conectam-se, entre si, de acordo com as possibilidades. Só é, aquilo que pode ser. Mas, quem determina o que pode e o que não pode, são as pessoas que manipulam e operam as coisas. Aparentemente, não há nada de novo nisso, a não ser o fato
do quem e de onde se fala. Nesse caso, quem está falando sou eu, de um lugar, definitivamente, meu. Logo, se é meu, conheço e domino as suas propriedades, o que me faz proprietário desse lugar e das coisas existentes nele. Nada ou tudo a ver com Max Weber e os princípios da propriedade privada. Seria esse meu lugar, um território privado? Ou seria público? Não importa!
Quando alguém fala: "Ah! A minha vida pública é uma coisa. Já a minha vida privada é outra." Na verdade, ningúem vive duas vidas. A vida é uma só! O máximo que se consegue é por em prática, procedimentos diferentes para cada situação, o que já exige, uma certa habilidade e domínios de linguagens específicas. Em outras palavras, isso quer dizer que é muito difícil separar as coisas que, convencionalmente, estão juntas.
Nos acostumamos a entender como vida, o período, pós- nascimento e pré-morte, tudo que está fora dessa equação, soa como algo pré-conceitual, ou seja, pode ser chamado de qualquer coisa. Nossa ignorância, nos conduz, como se fôssemos cegos e nos diz:- vai! Fala isso, fala aquilo...faz isso, faz aquilo. Aí, sem perceber já estamos atuando no campo minado do "preconceito ativo", que é um estágio perigoso dessa doença humana. A ciência ainda não trata do preconceito das outras espécies do reino animal.
Pelas linhas expostas aqui, parece que, ser preconceituoso é quase natural,né? É como se todos nós, independente de qualquer característica ou grau de formação, trouxéssemos no nosso kit de primeiros socorros, um chip carregado de códigos, responsáveis pelas ações preconceituosas que praticamos a todo instante.
Às vezes, perece mesmo impossível, pra algumas pessoas, separar o preconceito dos seus atos mais básicos. Ou seja, casos, quase perdidos.
Ora, bolas! Curaios! O que tem a ver o cu com os furos das meias velhas?
Tudo a ver! Tudo é furo! Ambos são passagens, são saidas. É isso! Não deixe que sua ignorância privada aprisione sua inteligência pública. Não se isole, procure ajuda, preconceito é doença, pode causar atrofia neuronal.
As coisas, conectam-se, entre si, de acordo com as possibilidades. Só é, aquilo que pode ser. Mas, quem determina o que pode e o que não pode, são as pessoas que manipulam e operam as coisas. Aparentemente, não há nada de novo nisso, a não ser o fato
do quem e de onde se fala. Nesse caso, quem está falando sou eu, de um lugar, definitivamente, meu. Logo, se é meu, conheço e domino as suas propriedades, o que me faz proprietário desse lugar e das coisas existentes nele. Nada ou tudo a ver com Max Weber e os princípios da propriedade privada. Seria esse meu lugar, um território privado? Ou seria público? Não importa!
Quando alguém fala: "Ah! A minha vida pública é uma coisa. Já a minha vida privada é outra." Na verdade, ningúem vive duas vidas. A vida é uma só! O máximo que se consegue é por em prática, procedimentos diferentes para cada situação, o que já exige, uma certa habilidade e domínios de linguagens específicas. Em outras palavras, isso quer dizer que é muito difícil separar as coisas que, convencionalmente, estão juntas.
Nos acostumamos a entender como vida, o período, pós- nascimento e pré-morte, tudo que está fora dessa equação, soa como algo pré-conceitual, ou seja, pode ser chamado de qualquer coisa. Nossa ignorância, nos conduz, como se fôssemos cegos e nos diz:- vai! Fala isso, fala aquilo...faz isso, faz aquilo. Aí, sem perceber já estamos atuando no campo minado do "preconceito ativo", que é um estágio perigoso dessa doença humana. A ciência ainda não trata do preconceito das outras espécies do reino animal.
Pelas linhas expostas aqui, parece que, ser preconceituoso é quase natural,né? É como se todos nós, independente de qualquer característica ou grau de formação, trouxéssemos no nosso kit de primeiros socorros, um chip carregado de códigos, responsáveis pelas ações preconceituosas que praticamos a todo instante.
Às vezes, perece mesmo impossível, pra algumas pessoas, separar o preconceito dos seus atos mais básicos. Ou seja, casos, quase perdidos.
Ora, bolas! Curaios! O que tem a ver o cu com os furos das meias velhas?
Tudo a ver! Tudo é furo! Ambos são passagens, são saidas. É isso! Não deixe que sua ignorância privada aprisione sua inteligência pública. Não se isole, procure ajuda, preconceito é doença, pode causar atrofia neuronal.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Manias e tiques...
Todos nós temos nossos traços de comportamento, certo? No entanto, nem todos os traços são aceitos, facilmente. Algumas pessoas levam muito tempo, pra catalogar todos os seus "tiques" e todas as suas manias.
Nunca me preocupei muito com isso. Sempre deixei rolar. Hoje, se lanço uma lanterna sobre minha tragetória comportamental pregressa, sei que vou encontrar vários detalhes que assimilei por conta dos envolvimentos diversificados que tive com pessoas de culturas diferentes, interesses e objetivos ideológicos diferentes...no campo social somos o espelho e o reflexo ao mesmo tempo. Refletimos e somos refletidos pelos outros, que também refletem e são refletidos por nós e por outros...assim, como em uma espiral sem fim, sem fim...
Enquanto escrevo essas linhas, me lembro de uma atividade que faço, com certa frequência, sendo bem sincero, com frequência exagerada...daqui a pouco falo sobre ela. Só consegui colocá-la nessa categoria de "minhas manias", recentemente. Ainda estou me acostumando com essa nova companhia e, nem posso dizer, se é indesejável ou não. Uma coisa não tenho como negar, toda vez que faço, me pego no "flagra" e me suborno, pra não parar de fazer. Isso é no mínimo, curioso. Estou me observando. Um dia resolvo pra sempre, acredito no meu bom senso.
Na real, somos o resultado da junção de uma variedade de códigos que se combinam e que se descombinam, por isso, somos cheios de virtudes e defeitos, somos causa e efeito. Ao mesmo tempo, estamos indo e voltando, sem sair do lugar. Em outros casos, percorremos caminhos variadíssimos, sem compreender a dimensão exata do espaço que temos a nossa disposição. Somos elementos, peças de uma obra ,engenhosamente, genial.
Durante a feitura desse texto, me dei conta de uma prática ou hábito muito frequente em meu comportamento. Daí, o título "Manias e tiques."
Não posso ficar perto de guardanapos. Como assim? Passo mal, tenho surto alérgico? Não! Nada disso!
Sou apaixonado, profundamente, dependente desses pedaços de papel, que ficam organizadinhos nos balcões dos bares, lanchonetes, restaurantes e afins...quando bato os olhos, automaticamente, meus sentidos se confundem e meus atos fluem sem controle, meus braços se extendem, como se fossem tentáculos e as mãos alcançam o alvo, objeto de desejo dos olhos e de outros órgãos também. Já descobri ou inventei
várias funções para esses nobres retângulos de celulose,conhecidos como guardanapos.
Nunca me preocupei muito com isso. Sempre deixei rolar. Hoje, se lanço uma lanterna sobre minha tragetória comportamental pregressa, sei que vou encontrar vários detalhes que assimilei por conta dos envolvimentos diversificados que tive com pessoas de culturas diferentes, interesses e objetivos ideológicos diferentes...no campo social somos o espelho e o reflexo ao mesmo tempo. Refletimos e somos refletidos pelos outros, que também refletem e são refletidos por nós e por outros...assim, como em uma espiral sem fim, sem fim...
Enquanto escrevo essas linhas, me lembro de uma atividade que faço, com certa frequência, sendo bem sincero, com frequência exagerada...daqui a pouco falo sobre ela. Só consegui colocá-la nessa categoria de "minhas manias", recentemente. Ainda estou me acostumando com essa nova companhia e, nem posso dizer, se é indesejável ou não. Uma coisa não tenho como negar, toda vez que faço, me pego no "flagra" e me suborno, pra não parar de fazer. Isso é no mínimo, curioso. Estou me observando. Um dia resolvo pra sempre, acredito no meu bom senso.
Na real, somos o resultado da junção de uma variedade de códigos que se combinam e que se descombinam, por isso, somos cheios de virtudes e defeitos, somos causa e efeito. Ao mesmo tempo, estamos indo e voltando, sem sair do lugar. Em outros casos, percorremos caminhos variadíssimos, sem compreender a dimensão exata do espaço que temos a nossa disposição. Somos elementos, peças de uma obra ,engenhosamente, genial.
Durante a feitura desse texto, me dei conta de uma prática ou hábito muito frequente em meu comportamento. Daí, o título "Manias e tiques."
Não posso ficar perto de guardanapos. Como assim? Passo mal, tenho surto alérgico? Não! Nada disso!
Sou apaixonado, profundamente, dependente desses pedaços de papel, que ficam organizadinhos nos balcões dos bares, lanchonetes, restaurantes e afins...quando bato os olhos, automaticamente, meus sentidos se confundem e meus atos fluem sem controle, meus braços se extendem, como se fossem tentáculos e as mãos alcançam o alvo, objeto de desejo dos olhos e de outros órgãos também. Já descobri ou inventei
várias funções para esses nobres retângulos de celulose,conhecidos como guardanapos.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desnecessidades
Tenho escrito mais, ultimamente. Comparando aos longos períodos que fiquei sem escrever. Sempre que escrevo, penso no quanto deixei de escrever...aí, exercito minha memória e meu imaginário, como se fosse um escafandrista, mergulho, mergulho em busca daquelas cenas e imagens deslumbrantes que ajudaram a formar o mosaico que sou e que gosto de ser.
Assim, o momento da escrita é sempre um acontecimento à parte. Cada linha, cada estrofe, cada sequência de imagens e sentidos. O prazer da construção de um "percepto", a desconstrução de uma convenção antiga, daquelas que ninguém aguenta mais. Enfim, escrever é uma das atividades que escolhi para minha auto-realização. Depois que escrevi o primeiro texto, aos nove anos de idade, percebi algo inigualável, no em torno e por dentro de mim. De lá pra cá, prometi que jamais me afastaria daquela sensação gostosa, que experimentei quando escrevi
"Contato esmeralda", meu primeiro texto. Outros vieram, vibrei.Vivi. Comemorei e nesse momento, estou escrevendo uma espécie de homenagem a tudo que escrevi. Por isso,chamei de Desnecessidades.
Recentemente, saquei que tenho me aproximado mais da possibilidade de realizar um dos projetos mais antigos de minha vida. Antes de entrar pra faculdade de Ciências Sociais, ainda na minha fase mais subversiva, já havia feito uma espécie de coletânea dos meus primeiros poemas, "baptizei" de " imagens poévias". Não foi publicado. Certamente,aquela incipiente produção poética, foi responsável por tudo que escrevi, posteriormente.
Nas décadas seguintes, minha produção de textos se resumiu em letras de músicas, alguns poemas livres, textos para projetos culturais, argumentos filosóficos sobre Poelosofia e tudo o mais chamei de "Rascunhos das Desnecessidades". Agora, estou trabalhando para transformar todo o conteúdo dos rascunhos produzido nos últimos anos, em páginas da minha primeira publicação individual, já que, em 2010, participei de uma revista literária( Apalpe)coletânea de contos de jovens escritores das periferias cariocas. Devo admitir que foi uma experiência, salutar pra que me determinasse a retomar o projeto de compilar meu tão sonhado livro de ideias, pós, vias, visões e reflexões sobre subjetividades do homem suburbano.
Assim, o momento da escrita é sempre um acontecimento à parte. Cada linha, cada estrofe, cada sequência de imagens e sentidos. O prazer da construção de um "percepto", a desconstrução de uma convenção antiga, daquelas que ninguém aguenta mais. Enfim, escrever é uma das atividades que escolhi para minha auto-realização. Depois que escrevi o primeiro texto, aos nove anos de idade, percebi algo inigualável, no em torno e por dentro de mim. De lá pra cá, prometi que jamais me afastaria daquela sensação gostosa, que experimentei quando escrevi
"Contato esmeralda", meu primeiro texto. Outros vieram, vibrei.Vivi. Comemorei e nesse momento, estou escrevendo uma espécie de homenagem a tudo que escrevi. Por isso,chamei de Desnecessidades.
Recentemente, saquei que tenho me aproximado mais da possibilidade de realizar um dos projetos mais antigos de minha vida. Antes de entrar pra faculdade de Ciências Sociais, ainda na minha fase mais subversiva, já havia feito uma espécie de coletânea dos meus primeiros poemas, "baptizei" de " imagens poévias". Não foi publicado. Certamente,aquela incipiente produção poética, foi responsável por tudo que escrevi, posteriormente.
Nas décadas seguintes, minha produção de textos se resumiu em letras de músicas, alguns poemas livres, textos para projetos culturais, argumentos filosóficos sobre Poelosofia e tudo o mais chamei de "Rascunhos das Desnecessidades". Agora, estou trabalhando para transformar todo o conteúdo dos rascunhos produzido nos últimos anos, em páginas da minha primeira publicação individual, já que, em 2010, participei de uma revista literária( Apalpe)coletânea de contos de jovens escritores das periferias cariocas. Devo admitir que foi uma experiência, salutar pra que me determinasse a retomar o projeto de compilar meu tão sonhado livro de ideias, pós, vias, visões e reflexões sobre subjetividades do homem suburbano.
terça-feira, 24 de maio de 2011
MUERTE DE ABDIAS DO NASCIMENTO
MUERE ABDIAS DO NASCIMENTO EN BRASIL.
LOS MOVIMIENTOS AFROS DEL MUNDO PIRDEN UN GRAN PENSADOR DE LAS CUESTIONES DE LA DIÁSPORA AFRICANA Y UN HOMBRE DE LUCHA ANTIRACISTA. EL MÁS IMPORTANTE INTELECTUAL AFROBRASILEÑO, ASÍ COMO MANUEL ZAPATA OLIVELLA, DE COLOMBIA, ABDIAS DO NASCIMENTO, , FUE UN HUMANISTA SIN COMPARACIÓN. UN INVESTIGADOR QUE LUCHÓ POR UNA EDUCACIÓN PARA TODOS Y POR MEJORIAS DE CONDICIONES DE LOS GRUPOS AFROS EN BRASIL Y EN MUCHAS PARTES DEL MUNDO. SU LENGUAJE FUE LA QUE NOMBRÓ UNA ÓPTICA ÚNICA PARA PENSAR TAMBIÉN LA ESTÉTICA AFROBRASILEÑA.CELEBRAMOS SU VIDA EN SU MUERTE.BUSCÓ LA LIBERTAD DE SU GENTE PERO LA LIBERTAD DE SU PAÍS. AYUDÓ A FOMENTAR EL ESPÍRITU DE LA RESISTENCIA CON SU DRAMATURGÍA, ARTE Y PERFORMANCE POLÍTICA CUANDO MUCHOS TEÓRICOS VENDÍAN UN BRASIL PERFECTO Y SIN RACISMO. NUESTRO RENACIMIENTO TIENE MUCHO QUE VER CON LAS ENMIENDAS CONSTITUCIONALES QUE AYUDÓ A CREAR Y CON LAS FORMAS ADOPTADAS DE CAMBIARSE HOMBRE AFRO.
PARA NUESTRO ANCESTRO... ABDIAS DO NASCIMENTO.
LOS MOVIMIENTOS AFROS DEL MUNDO PIRDEN UN GRAN PENSADOR DE LAS CUESTIONES DE LA DIÁSPORA AFRICANA Y UN HOMBRE DE LUCHA ANTIRACISTA. EL MÁS IMPORTANTE INTELECTUAL AFROBRASILEÑO, ASÍ COMO MANUEL ZAPATA OLIVELLA, DE COLOMBIA, ABDIAS DO NASCIMENTO, , FUE UN HUMANISTA SIN COMPARACIÓN. UN INVESTIGADOR QUE LUCHÓ POR UNA EDUCACIÓN PARA TODOS Y POR MEJORIAS DE CONDICIONES DE LOS GRUPOS AFROS EN BRASIL Y EN MUCHAS PARTES DEL MUNDO. SU LENGUAJE FUE LA QUE NOMBRÓ UNA ÓPTICA ÚNICA PARA PENSAR TAMBIÉN LA ESTÉTICA AFROBRASILEÑA.CELEBRAMOS SU VIDA EN SU MUERTE.BUSCÓ LA LIBERTAD DE SU GENTE PERO LA LIBERTAD DE SU PAÍS. AYUDÓ A FOMENTAR EL ESPÍRITU DE LA RESISTENCIA CON SU DRAMATURGÍA, ARTE Y PERFORMANCE POLÍTICA CUANDO MUCHOS TEÓRICOS VENDÍAN UN BRASIL PERFECTO Y SIN RACISMO. NUESTRO RENACIMIENTO TIENE MUCHO QUE VER CON LAS ENMIENDAS CONSTITUCIONALES QUE AYUDÓ A CREAR Y CON LAS FORMAS ADOPTADAS DE CAMBIARSE HOMBRE AFRO.
PARA NUESTRO ANCESTRO... ABDIAS DO NASCIMENTO.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Janelas, portas e portais
Abrir as janelas da casa, era uma atividade importantíssima, todas as manhãs. Para que despertássemos dos nossos sonhos ou pesadelos e fôssemos abraçados
pelos raios de sol.
“ Abre a janela formosa mulher, dizia o poeta cantador...”
Minha mãe, não só abria as janelas. Na maioria das vezes, ajeitava a guela, abria a voz e desfolhava de sua árvore genealógica, páginas cheias de cantigas e canções de um repertório preparado por ela, durante suas passagens pelo universo musical das “bandas de bailes”.
“ Abre a janela formosa mulher, da velha lapa que passou!”
Junto com essas canções, surgiam melodias sem letras, que ela solfejava ou às vezes, usava outra técnica, que meu grau de pertencimento me autoriza a batizar de “gungunado”, em sua homenagem e inspirado no jeito de falar dos Pretos velhos, enfim, coisa de preto.
Por isso, sempre gostei de janelas. Não agüentaria morar em casas sem ou com deficiência de janelas. Automaticamente, quando abri a primeira janela desse texto, na primeira linha, já estava lembrando da casa onde nasci e das primeiras janelas que abri, após as janelas dos meus olhos...
Várias vezes, me pego revirando os arquivos imagéticos da minha infância, atrás de alguma informação perdida. Quando sei o que estou procurando, abro uma janela e logo, chego ao lugar ou situação buscada. Quando não sei, exatamente, o que quero, tenho necessidade de abrir várias janelas, até chegar onde preciso.
Esse processo de abrir janelas para visualizar coisas, acontecimentos e pessoas que passaram por nós, vai além do exercício de lembrar. É um trabalho de restauração da memória daquilo que somos. Tanto pelo que vivemos quanto pelo que deixamos de viver.
Ou seja, o que vivemos está dentro de nós, é parte do nosso corpo. O que deixamos de viver está no espaço da memória que acessamos quando abrimos nossas janelas imaginárias.
Se não tenho os códigos certos pra abrir a janela no tempo exato do acontecimento, dificilmente, vou acessar a informação que preciso, abrindo uma janela só. Aí, entra em cena o processo, de janela em janela posso ver todos os lados da casa.
Posso ainda, considerar que minha vida é minha morada, meu templo, quero dizer, moro em minhas lembranças, sonhos, feitos e não-feitos.
Abrir as janelas da casa, era uma atividade importantíssima, todas as manhãs. Para que despertássemos dos nossos sonhos ou pesadelos e fôssemos abraçados
pelos raios de sol.
“ Abre a janela formosa mulher, dizia o poeta cantador...”
Minha mãe, não só abria as janelas. Na maioria das vezes, ajeitava a guela, abria a voz e desfolhava de sua árvore genealógica, páginas cheias de cantigas e canções de um repertório preparado por ela, durante suas passagens pelo universo musical das “bandas de bailes”.
“ Abre a janela formosa mulher, da velha lapa que passou!”
Junto com essas canções, surgiam melodias sem letras, que ela solfejava ou às vezes, usava outra técnica, que meu grau de pertencimento me autoriza a batizar de “gungunado”, em sua homenagem e inspirado no jeito de falar dos Pretos velhos, enfim, coisa de preto.
Por isso, sempre gostei de janelas. Não agüentaria morar em casas sem ou com deficiência de janelas. Automaticamente, quando abri a primeira janela desse texto, na primeira linha, já estava lembrando da casa onde nasci e das primeiras janelas que abri, após as janelas dos meus olhos...
Várias vezes, me pego revirando os arquivos imagéticos da minha infância, atrás de alguma informação perdida. Quando sei o que estou procurando, abro uma janela e logo, chego ao lugar ou situação buscada. Quando não sei, exatamente, o que quero, tenho necessidade de abrir várias janelas, até chegar onde preciso.
Esse processo de abrir janelas para visualizar coisas, acontecimentos e pessoas que passaram por nós, vai além do exercício de lembrar. É um trabalho de restauração da memória daquilo que somos. Tanto pelo que vivemos quanto pelo que deixamos de viver.
Ou seja, o que vivemos está dentro de nós, é parte do nosso corpo. O que deixamos de viver está no espaço da memória que acessamos quando abrimos nossas janelas imaginárias.
Se não tenho os códigos certos pra abrir a janela no tempo exato do acontecimento, dificilmente, vou acessar a informação que preciso, abrindo uma janela só. Aí, entra em cena o processo, de janela em janela posso ver todos os lados da casa.
Posso ainda, considerar que minha vida é minha morada, meu templo, quero dizer, moro em minhas lembranças, sonhos, feitos e não-feitos.
Questionário
Você ouve o som que vem das massas
espremidas pelo rolo compressor?
Que tritura corpos como se fosse cana em moenda...
Será que você sabe o valor de mil gotas de suor
que cai do corpo de um trabalhador?
Sabe quantas almas vagam
sem que uma luz se acenda?
Imagina a quantidade de perguntas que compõe esse questionário?
Você separa o seu lixo?
Você dá esmola?
Tem endereço fixo?
Você passa a bola?
Qualé a cara de Deus no seu imaginário?
É igual?
É diferente?
Seria a soma dos seus ancestrais com os seus descendentes?
Você é uma pessoa globalizada?
Vive onlainemente ?
Seu país foi colonizado?
O que você faz quando percebe que não está fazendo nada?
Entra em crise?
Chuta o balde?
Se aplica?
Se muda?
Ou senta a bunda na calçada?
Se faz de morto ?
Dorme no chão?
Vira cachorro?
Mija no poste?
Se sente um completo animal?
Sem choro, sem riso, sem bem ou mal
sem inferno ou paraíso, sem corpo de operário, sem pose de intelectual...
Você ouve o silêncio sufocado dos que vivem na asfixia do underground?
Não se preocupe com o meu cabelo, com a minha roupa, com o meu estilo, minha estética, tenha ética!
Não se meta em minha rima, não dê meta a minha métrica.
Não me peça que eu me esqueça
Eu tenho um Rio de memória dentro da minha cabeça.
espremidas pelo rolo compressor?
Que tritura corpos como se fosse cana em moenda...
Será que você sabe o valor de mil gotas de suor
que cai do corpo de um trabalhador?
Sabe quantas almas vagam
sem que uma luz se acenda?
Imagina a quantidade de perguntas que compõe esse questionário?
Você separa o seu lixo?
Você dá esmola?
Tem endereço fixo?
Você passa a bola?
Qualé a cara de Deus no seu imaginário?
É igual?
É diferente?
Seria a soma dos seus ancestrais com os seus descendentes?
Você é uma pessoa globalizada?
Vive onlainemente ?
Seu país foi colonizado?
O que você faz quando percebe que não está fazendo nada?
Entra em crise?
Chuta o balde?
Se aplica?
Se muda?
Ou senta a bunda na calçada?
Se faz de morto ?
Dorme no chão?
Vira cachorro?
Mija no poste?
Se sente um completo animal?
Sem choro, sem riso, sem bem ou mal
sem inferno ou paraíso, sem corpo de operário, sem pose de intelectual...
Você ouve o silêncio sufocado dos que vivem na asfixia do underground?
Não se preocupe com o meu cabelo, com a minha roupa, com o meu estilo, minha estética, tenha ética!
Não se meta em minha rima, não dê meta a minha métrica.
Não me peça que eu me esqueça
Eu tenho um Rio de memória dentro da minha cabeça.
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