As forças subterrâneas que existem no subsolo, se movimentam à revelia de qualquer
sistema desenvolvido pela racionalidade humana.
Enquanto a ciência se pergunta sobre a existência de seres extra-terrestres, torna-se cada vez mais evidente, que o submundo se processa sob o domínio de uma engenharia fantástica, inigualável e, profundamente, inspiradora.
São muitas fontes de energia, em diversas partes do planeta, reservas minerais abundantes, que despertam a ambição e a cobiça dos homens, que são capazes de qualquer sacrifício pra se apoderar dessas riquezas naturais.
Com um tecido tão complexo e extenso, surpresas geniais podem acontecer, a todo momento, a tensão gravitacional, que mantém todas as coisas presas à superfície, como se nada estivesse acontecendo nas outras esferas do universo, deve ser responsável também, pela sensação de ligação eterna que o ser humano nutre por este planeta.
O homem, de tanto ficar preso, quase não entende o desprendimento, o desapego, enfim...desprender-se é um dos exercícios mais difíceis para os humanos. Talvez, isso nos ajude a pensar e entender melhor porque sofremos tanto com a ideia da ausência de alguém que gostaríamos de ter sempre por perto, mesmo sabendo que ninguém pode permanecer pra sempre na esfera terrena. A terra é um porto, uma estação, uma plataforma de transição...uma passagem pra outra dimensão.
Aqui e agora, elevo-me e uno-me a todos os meus ancestrais, todos os meus mortos, dos mais recentes aos mais remotos.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Homem de Pedra.
Ah! Fulano tem coração de pedra! Todos nós, não só já ouvimos isso, como conhecemos pessoas, não com "coração de pedra"...mas, com o reservatório emocional congelado, aquela coisa fria, seca, feito Brasília, em dias de inverno.
Mesmo essas pessoas, enquanto vivem, derramam-se por dentro, em rios de sangue ininterruptos de uma artéria à outra, pra que todo o corpo funcione.
Imagine um homem que passou por uma experiência química e teve boa parte do seu sistema nervoso afetado...depois de um certo tempo, suas células começaram a empedrar...mas, por algum fenômeno inexplicável da ciência, o homem permaneceu vivo. É claro, que você vai lembrar logo, daquele estranho Super-herói dos quadrinhos: " A COISA". Exatamente!
Eu também lembrei.
Abri essa janela pra pensar melhor sobre um outro fenômeno científico, que segundo os mais antigos, aconteceu aqui no coração da América Latina. Pra início de conversa, o maior barato dessa estória é saber que toda a lavagem cerebral realizada pelo Eurocentrismo, sobre os "não europeus" não foi capaz de apagar os vasos sanguíneos cheios de informações milenares, contidos nas centenas de milhares de corpos abatidos e soterrados nesse território.
Cientificamente, já entendemos que a Terra é o "Planeta laboratório". Aqui, como dizia, Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Essa característica fantástica deve-se as condições orgânicas da composição e do posicionamento da Terra em relação ao Sol. Em outros planetas não é assim. Ser o terceiro planeta do sistema, contribui muito pra que seja desse jeito. Não está tão perto, nem tão distante do alcance da energia Solar, responsável por todos os processos de transformações em sua natureza.
Um dos meus mestres Invisíveis, o guardião do Templo sem Teto e Inspirador do Quinto decanato, me ensina que o voo é um trabalho como qualquer outro, é uma operação de movimentos, impulso, pulso, fluxo e refluxo.
Mesmo essas pessoas, enquanto vivem, derramam-se por dentro, em rios de sangue ininterruptos de uma artéria à outra, pra que todo o corpo funcione.
Imagine um homem que passou por uma experiência química e teve boa parte do seu sistema nervoso afetado...depois de um certo tempo, suas células começaram a empedrar...mas, por algum fenômeno inexplicável da ciência, o homem permaneceu vivo. É claro, que você vai lembrar logo, daquele estranho Super-herói dos quadrinhos: " A COISA". Exatamente!
Eu também lembrei.
Abri essa janela pra pensar melhor sobre um outro fenômeno científico, que segundo os mais antigos, aconteceu aqui no coração da América Latina. Pra início de conversa, o maior barato dessa estória é saber que toda a lavagem cerebral realizada pelo Eurocentrismo, sobre os "não europeus" não foi capaz de apagar os vasos sanguíneos cheios de informações milenares, contidos nas centenas de milhares de corpos abatidos e soterrados nesse território.
Cientificamente, já entendemos que a Terra é o "Planeta laboratório". Aqui, como dizia, Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Essa característica fantástica deve-se as condições orgânicas da composição e do posicionamento da Terra em relação ao Sol. Em outros planetas não é assim. Ser o terceiro planeta do sistema, contribui muito pra que seja desse jeito. Não está tão perto, nem tão distante do alcance da energia Solar, responsável por todos os processos de transformações em sua natureza.
Um dos meus mestres Invisíveis, o guardião do Templo sem Teto e Inspirador do Quinto decanato, me ensina que o voo é um trabalho como qualquer outro, é uma operação de movimentos, impulso, pulso, fluxo e refluxo.
domingo, 16 de outubro de 2011
Criartinomia, a série
Criar é mais que apaixonante. É tudo! E por pior que seja, a criação, significa um processo iniciado, desenvolvido e concluído.É o pleno exercício da "escolha", com liberdade, consciência e autonomia. Enquanto crio, nenhum sistema é maior ou melhor, que aquilo que estou criando. Assim, experimento todo poder do ato criativo como se fosse um jato de vida a mais, no deserto de tantos mortos, onde verbo e verba, não são termos da mesma língua.
Por mais subjetivo que seja o ato criativo, exercito a compreensão da objetividade da vida. Nesse contexto, não estou interessado em provar nada pra ninguém, só estou comprometido com o desenvolvimento do meu processo criativo, nada mais. A dimensão dessas criações, não me importa. Pequenas, grandes... maximais ou minimais, se somarão ao conjunto da obra e como dizem os pretos velhos deitados: "pequenos sinais, podem significar grandes histórias,ainda não contadas" ou grandes caminhos ainda não percorridos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Pedra Colonial
Bem, até onde sabemos, pedra é pedra, não tem sentimentos. Se algum dia encontrares uma pedra chorando ou cantando um Fado, não se assuste, pode ser uma pedra portuguesa.
Tá aí, um fato intrigante. As pedras existem antes da presença do homem no Planeta, pra mandar papo reto,quero dizer que, as pedras nunca dependeram do homem pra sentir ou deixar de sentir. Logo, me ponho a neuroniar...que tipo de gente, ficaria olhando pra um pedaço ou um monte de pedras à espera de alguma reação sentimental?
Não se preocupe em responder, isso não é um teste de conhecimentos gerais, isso é um texto de conhecimentos específicos. Se você não gosta de Geologia, Mineralogia, Filosofia, Artes plásticas ou Artes literárias, esqueça! Não precisa nem continuar essa leitura.
Tenho certeza, que nenhuma pedra vai sair do seu repouso habitual, pra implorar sua atenção mesquinha, seu "olhar Colonial", sempre disposto a classificar tudo, a enquadrar tudo no seu "modo de ver", pra se achar superior ou pra disfarçar sua pequenez diante da grandeza dos que vivem sem se importar com a nacionalidade da pedra, por exemplo.
A pedra não está nem aí, pra o fato de que alguém, pensa que ela é Portuguesa ou Irlandesa ou Javaneza, ela é pedra e pronto! Em qualquer lugar do mundo, ela sempre será pedra e continuará ignorando esses tipos preocupados, assustados com o comportamento alheio, como se sofressem de uma doença, caracterizada por uma necessidade excessiva de controlar tudo a sua volta, inclusive as pedras.
Então, também não estou nem aí, pra o caso das pedras com os homens. Não posso esperar que elas, as pedras, façam um amplo movimento libertador para descolonizar todas as pedras do planeta terra. Por outro lado, preocupa-me o efeito da colonização sobre as pessoas colonizadas que não percebem o quanto são tratadas como se fossem pedras.
Tá aí, um fato intrigante. As pedras existem antes da presença do homem no Planeta, pra mandar papo reto,quero dizer que, as pedras nunca dependeram do homem pra sentir ou deixar de sentir. Logo, me ponho a neuroniar...que tipo de gente, ficaria olhando pra um pedaço ou um monte de pedras à espera de alguma reação sentimental?
Não se preocupe em responder, isso não é um teste de conhecimentos gerais, isso é um texto de conhecimentos específicos. Se você não gosta de Geologia, Mineralogia, Filosofia, Artes plásticas ou Artes literárias, esqueça! Não precisa nem continuar essa leitura.
Tenho certeza, que nenhuma pedra vai sair do seu repouso habitual, pra implorar sua atenção mesquinha, seu "olhar Colonial", sempre disposto a classificar tudo, a enquadrar tudo no seu "modo de ver", pra se achar superior ou pra disfarçar sua pequenez diante da grandeza dos que vivem sem se importar com a nacionalidade da pedra, por exemplo.
A pedra não está nem aí, pra o fato de que alguém, pensa que ela é Portuguesa ou Irlandesa ou Javaneza, ela é pedra e pronto! Em qualquer lugar do mundo, ela sempre será pedra e continuará ignorando esses tipos preocupados, assustados com o comportamento alheio, como se sofressem de uma doença, caracterizada por uma necessidade excessiva de controlar tudo a sua volta, inclusive as pedras.
Então, também não estou nem aí, pra o caso das pedras com os homens. Não posso esperar que elas, as pedras, façam um amplo movimento libertador para descolonizar todas as pedras do planeta terra. Por outro lado, preocupa-me o efeito da colonização sobre as pessoas colonizadas que não percebem o quanto são tratadas como se fossem pedras.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Quebrando pedras
Sim! Cada vez mais, me convenço da importância dos nossos sonhos. É claro, que me refiro aos sonhos que escolhemos pra cultivar. Só aí, já estão dois exercícios, extremamente, cansativos e, às vezes, dolorosos: Escolher e cultivar.
Já é tão difícil ter um sonho bom, mais difícil ainda, escolher entre tantos sonhos, um ou outro, que sirva pra ser cultivado.
Pensando bem sobre essas questões, algo vai se descortinando...será que todas as pessoas podem ou tem a oportunidade de escolher seus sonhos? Será que todas as pessoas cultivam o sonho que escolheram?
Na Real, não é isso que acontece,né? O que mais vemos por aí, é gente pendurada, feito pingente de trem, na aba do sonho de alguém. Ouve-se muito , a torto e a direito, pessoas dizendo: Ah! Essa noite dormi muito mal! Tive vários pesadelos, horríveis! Não quero nem lembrar!
Quando alguém resolve contar um sonho que teve, geralmente, é porque já elegeu, entre todos, aquele como o melhor pra ser contado, dividido com alguém. O que não significa que possa ser cultivado, alimentado, transformado em realidade.
Captar um sonho das infinitudes do insondável e transportá-lo para a concretude do mundo real, exige mais que mestria. Exige trabalho, esforço, dedicação, clareza ideológica e vontade política. Se isso parece pouco, cada sonhador que acredita ter feito a escolha certa e já definiu o que vai cultivar, precisa ainda se certificar das condições ambientais, climáticas, temporais e filosóficas pra encaixar o seu culto ao sonho escolhido.
Como podem perceber são muitas etapas. Ninguém realiza um sonho, assim, num passe de mágica. A magia se dá ao longo da construção, no enfrentamento, na adversidade, no movimento pra remover os obstáculos.
Nas horas de combates, experimentamos nosso poder e nossas limitações, diante dos maiores desafios, somos convidados a fazer escolhas, quando temos certeza do que queremos, vamos até o fim...vamos quebrar qualquer pedreira, pra chegar ao domínio do nosso próprio sonho. Dificilmente, vamos optar por ficar dependurado na aba do sonho de alguém...
Já é tão difícil ter um sonho bom, mais difícil ainda, escolher entre tantos sonhos, um ou outro, que sirva pra ser cultivado.
Pensando bem sobre essas questões, algo vai se descortinando...será que todas as pessoas podem ou tem a oportunidade de escolher seus sonhos? Será que todas as pessoas cultivam o sonho que escolheram?
Na Real, não é isso que acontece,né? O que mais vemos por aí, é gente pendurada, feito pingente de trem, na aba do sonho de alguém. Ouve-se muito , a torto e a direito, pessoas dizendo: Ah! Essa noite dormi muito mal! Tive vários pesadelos, horríveis! Não quero nem lembrar!
Quando alguém resolve contar um sonho que teve, geralmente, é porque já elegeu, entre todos, aquele como o melhor pra ser contado, dividido com alguém. O que não significa que possa ser cultivado, alimentado, transformado em realidade.
Captar um sonho das infinitudes do insondável e transportá-lo para a concretude do mundo real, exige mais que mestria. Exige trabalho, esforço, dedicação, clareza ideológica e vontade política. Se isso parece pouco, cada sonhador que acredita ter feito a escolha certa e já definiu o que vai cultivar, precisa ainda se certificar das condições ambientais, climáticas, temporais e filosóficas pra encaixar o seu culto ao sonho escolhido.
Como podem perceber são muitas etapas. Ninguém realiza um sonho, assim, num passe de mágica. A magia se dá ao longo da construção, no enfrentamento, na adversidade, no movimento pra remover os obstáculos.
Nas horas de combates, experimentamos nosso poder e nossas limitações, diante dos maiores desafios, somos convidados a fazer escolhas, quando temos certeza do que queremos, vamos até o fim...vamos quebrar qualquer pedreira, pra chegar ao domínio do nosso próprio sonho. Dificilmente, vamos optar por ficar dependurado na aba do sonho de alguém...
domingo, 25 de setembro de 2011
Dias que se vão
Quase nada podemos fazer pra impedir que o tempo se vá. O tempo é livre. Não deve nada a ninguém, por isso não precisa pedir licença, desculpas, ficar preocupado, pensando no que pode ou não pode. O tempo, autoritariamente, passa! O tempo é poderoso!
Admirável, essa característica do tempo. Poderoso, incontrolável...êpa! Se o tempo é incontrolável, então o que é isso que está contido dentro dos relógios, demarcado por movimentos, matemáticamente, calculados numa coreografia robótica de ponteiros cegos, surdos e mudos, feitos só pra girar, num mesmo sentido, irritantemente, até que a engrenagem dê defeito?
Seria uma invenção do homem pra se sentir mais poderoso que o tempo? Um mecanismo pra dialogar com o tempo? Diante da angústia de não poder conter o fluxo do tempo em si, tenha buscado uma forma de contê-lo, fora de si.
Uma coisa já ficou clara pra todos nós, que já saímos das trevas: cada cultura, lida com o tempo ao seu modo.
Logo, podemos concluir que, de acordo com a sua cultura, o homem pode ser mais ou menos incomodado com as características do tempo. Como por exemplo, ficar pensando se está perdendo ou ganhando tempo...se tem mais ou menos tempo que um outro homem...sentir medo, diante da possibilidade de não ter tempo pra ser o que realmente quer ser...ficar querendo sempre mais tempo pra executar algo, dentro de uma medida de tempo determinada. Enfim, ás vezes, tudo se resume em uma única expressão: "É tudo uma questão de tempo!"
O homem em seu processo de auto-entendimento e consciência das matérias vivas e não vivas, existentes na exterioridade do seu corpo, vem convivendo com inúmeras crises de identidade, ao longo de sua existência. Dotado de uma estrutura cerebral, diferenciada dos outros animais, desenvolveu,em partes diferentes do planeta, alguns esquemas pra sobreviver às crises, que consequentemente, geram outras crises.
As etapas que constituem o surgimento da vida humana é uma sucessão de crises. Perceber que algumas coisas vão e voltam, como se nuncam saíssem do lugar, dá ideia de segurança, tanto quanto, causa desespero e angústia por não apresentar novas possibilidades.
De tanto ver as mesmas imagens, indo e voltando, nossos sentidos, naturalmente, se cansam e começam a entrar em pane, nesse instante, o sistema vigente, perde o controle, instaura-se uma crise, que pode ser de criação ou de destruição...nesse caso, é tudo uma questão de cultura e não de tempo.
Admirável, essa característica do tempo. Poderoso, incontrolável...êpa! Se o tempo é incontrolável, então o que é isso que está contido dentro dos relógios, demarcado por movimentos, matemáticamente, calculados numa coreografia robótica de ponteiros cegos, surdos e mudos, feitos só pra girar, num mesmo sentido, irritantemente, até que a engrenagem dê defeito?
Seria uma invenção do homem pra se sentir mais poderoso que o tempo? Um mecanismo pra dialogar com o tempo? Diante da angústia de não poder conter o fluxo do tempo em si, tenha buscado uma forma de contê-lo, fora de si.
Uma coisa já ficou clara pra todos nós, que já saímos das trevas: cada cultura, lida com o tempo ao seu modo.
Logo, podemos concluir que, de acordo com a sua cultura, o homem pode ser mais ou menos incomodado com as características do tempo. Como por exemplo, ficar pensando se está perdendo ou ganhando tempo...se tem mais ou menos tempo que um outro homem...sentir medo, diante da possibilidade de não ter tempo pra ser o que realmente quer ser...ficar querendo sempre mais tempo pra executar algo, dentro de uma medida de tempo determinada. Enfim, ás vezes, tudo se resume em uma única expressão: "É tudo uma questão de tempo!"
O homem em seu processo de auto-entendimento e consciência das matérias vivas e não vivas, existentes na exterioridade do seu corpo, vem convivendo com inúmeras crises de identidade, ao longo de sua existência. Dotado de uma estrutura cerebral, diferenciada dos outros animais, desenvolveu,em partes diferentes do planeta, alguns esquemas pra sobreviver às crises, que consequentemente, geram outras crises.
As etapas que constituem o surgimento da vida humana é uma sucessão de crises. Perceber que algumas coisas vão e voltam, como se nuncam saíssem do lugar, dá ideia de segurança, tanto quanto, causa desespero e angústia por não apresentar novas possibilidades.
De tanto ver as mesmas imagens, indo e voltando, nossos sentidos, naturalmente, se cansam e começam a entrar em pane, nesse instante, o sistema vigente, perde o controle, instaura-se uma crise, que pode ser de criação ou de destruição...nesse caso, é tudo uma questão de cultura e não de tempo.
sábado, 17 de setembro de 2011
Criartinomia
Olhos abertos ou fechados, não consigo fazer quase nada pra interferir no funcionamento intra-neuronal do meu cérebro. Isso não chega a ser um problema. Pelo contrário, sinto uma certa satisfação em saber que, nem mesmo eu, posso controlar meus Neurônios mais ativos, criativos, reativos e por isso, mais rebeldes. Estou, cada vez, mais convencido de que são esses mais inquietos, os responsáveis por todo o meu processo de criticidade interventiva sobre as linhas da "normalidade vigente". Tenho feito um esforço inimaginável, pra não entrar na frequência desses afortunados de energia nuclear neurônica, nos momentos em que, não posso dar prioridade aos seus anseios de transformar os códigos do velho mundo em lâminas, quase imperceptíveis, que possibilitam o acesso ampliado para qualquer pessoa, divagar por entre as gigantescas massas de informações, que deslocam-se pelo espaço. Não posso mais escrever, agora...preciso desconectar-me. Outra hora, continuo essa conversa. Espero não demorar muito a retomá-la, nunca sei quando volto a esse ponto da minha crise literária. Com os olhos abertos ou fechados, eles não param. Ainda que me desconecte, esses incríveis processadores intra-neuronais, permanecerão elaborando suas pesquisas dentro do meu cérebro, que agora está captando, na íntegra, o corpo sonoro de uma trilha musical, que fiz para esses intantes de criartisia. Seria isso, uma espécie de crise de criação artística? Pode ser! Talvez, não seja nada disso...talvez não passe de um exercício de articulação intramolecular das microfibras que formam o tecido das minhas redes neuronais. Trocando em miúdos, sem esquecer aquele velho ditado chinês que resulta da junção de dois ideogramas: Oportunidade + Risco= crise= oportunidade+ risco.
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