Meu dia foi meio sem sal, sem sódio e sem sol. Foi um dia abafado, com aquele mormaço, que nenhum carioca gosta, por conta da indefinição...o Sol não sai, a chuva não cai...o vento não sopra, os pássaros desconfortáveis, se aninham com dificuldades por entre as folhas dos Oitizeiros, que também estão insatisfeitos com o comportamento do clima.
Em dias assim, é mais difícil voar, parece quase impossível cantar,
o ar mais pesado, a casa mais quente,normalmente, tudo fica mais arrastado.
A ausência de Sol forte afasta a inspiração ao banho de mar...sem banho de mar,sem sódio na pele...um dia insosso, sem choro e sem riso...enfim, um dia estranho.
Por conta da correria, passei da hora de almoçar e deletei o caminho pra cozinha.
Me lembro...tinha planos incríveis! Ia tirar um bife do congelador, deixá-lo sobre a pia, enquanto escrevia algumas linhas de um tratado, onde exponho, de forma livre, minha teoria universal sobre a importância fundamental do Rascunho, em qualquer processo criativo. Sem rascunho não há arte final, em certos casos, o rascunho torna-se a própria obra de arte, sem retoques. Agora tenho a sensação de estar trabalhando o acabamento de um texto, que havia deixado no rascunho, ao mesmo tempo, outra sensação me toma por completo e me faz acreditar que os elementos expostos no rascunho já definiam o valor estético e o nível da obra de arte em questão.
Hoje, não é um dia tão estranho quanto aquele, posso encaminhar melhor minhas prioridades. Sei que perdi outra vez, a hora regular do almoço...mas, ainda não sei ser mais eficiente que isso. Uma página me causa muito sacrifício
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Rascuhos pós
Na década de 1980, já no final, comecei a flertar com o Rock, até então, só havia me relacionado com o amplo repertório dos terreiros de Umbanda, Candomblé e alguns cânticos de igreja, que chegavam no meu quintal trazidos pelas vozes de uma vizinha ou outra, estimulada pelas "cantorias"(Jongos,sambas,maxixes,modas de folia de Reis) verdadeiros concertos à capela, que minha mãe realizava todos os dias. Sem entrar em nenhum edital, sem lei de incentivo e sem saber, conscientemente, que era dona/geradora de um "Ponto de Cultura", mantido por recursos próprios.
Essa era a dinâmica musical da minha infância. Ah! Devo acrescentar que o auxílio-pesquisa, vinha de um rádio grande, de madeira, que ficava em cima da Cristaleira, com uma engenhoca de fios que se estendia por sobre o telhado e conduziam minhas primeiras indagações a respeito das ondas sonoras...esse rádio ainda pegava ondas curtas, quem se lembra?
Bem, só aqui já expus, pelo menos uns quatro capítulos marcantes de minha vida. Minha mãe, é claro! Sua principal atividade artístico-política, uma vez que, ela cantava pra dizer que estava ali, ocupando aquele lugar, viva, ativa e pronta pra expor suas ideias. Outro capítulo, ah! As vizinhas, que se incomodavam muito com a beleza conjuntural da estética negra de minha mãe. Incomodadas, se sentiam provocadas e acabavam entrando na brincadeira de cantar suas "territorialidades pessoais".
Quantos aos outros dois capítulos, não vou me estender agora, já falei sobre eles, em outros textos...o rádio e a cristaleira, são dois personagens, extremamente, definidores dos meus primeiros caminhos mentais, meus primeiros questionamentos lógicos, enfim, minhas formulações mais significativas ainda na infância.
Ah! Um capítulo à parte, que já escrevi um pouco, no texto: Subjeticidade...é o Futebol, que perpassa toda a minha vida e formação, até os dias atuais. O mais intrigante dessa relação com o futebol, é que de paixão, virou objeto de pesquisa e não pretendo me desvencilhar tão cedo, mesmo não sendo profissional e nem torcedor fanático de futebol...trata-se de um olhar particular sobre essa atividade humana.
Vejam vocês a importância de um rascunho.
Nossa memória afetiva vai acumulando as informações, naquele baú imaginário, que a cada fase da vida, muda de tamanho sozinho, pra receber mais e mais informações, que surgem, passam por nossos sentidos e precisam repousar em um lugar confortável e seguro, seria esse baú imaginário, que durante algum tempo, publicamente, chamo de Caixa Preta.
A diversidade de opções e manifestações artísticas, que tinha na minha infância, não deixaram espaços pra eu pensar que o Rock era música de Nórdicos ou dos play-boys, porque, a explosão multicultural lá de casa, era tão significativa, que nada fazia falta.
Na adolescência, década de 1980, começo a compreender as estratégias da Colonização Portuguesa, Espanhola, Inglesa, Francesa, Holandesa e Norte-Americana.
Nesse fluxo de pesquisa, necessidade intelectual e política de saber sobre esse fenômeno planetário, quase me envenenei de Coca-Cola e outras drogas, que na verdade, são produtos componentes de uma ampla estratégia de dominação. Até a pessoa aprender que uma bebida, qualquer substância, comportamento ou mesmo alguma ideia é indispensável, à sua personalidade, haja propaganda, haja massificação! Salve o santo Marketing! Salve a santa televisão. Nessa época, entre outras leituras, estava lendo um livrinho, que agora não lembro o autor...mas, lembro o título: Invasão Estrangeira. Desse livro pra cá, nunca mais fiquei à vontade perto de pessoas que gostam muito de Coca-cola, Hamburguer, cocaína e "rock nórdico" ou "anglo-saxão".
Os estragos de uma colonização são irreparáveis. A quantidade de gente debilitada que é produzida, geração após geração, é assustadora. Quando os afetados conseguem balbuciar algo sobre "reparação", já tem um coro de alienadaos, que foram lobotomizados e afinados pelo "sistema colonial", cantando: Ah! Que bobagem é essa...pra quê tanta pressa? Como dizia o Betinho:" quem tem fome tem pressa!" E quem já foi assassinado em alto mar, quer agora o Cais do porto.
Na década de 1980, me envolvi com o Rock and roll!
Essa era a dinâmica musical da minha infância. Ah! Devo acrescentar que o auxílio-pesquisa, vinha de um rádio grande, de madeira, que ficava em cima da Cristaleira, com uma engenhoca de fios que se estendia por sobre o telhado e conduziam minhas primeiras indagações a respeito das ondas sonoras...esse rádio ainda pegava ondas curtas, quem se lembra?
Bem, só aqui já expus, pelo menos uns quatro capítulos marcantes de minha vida. Minha mãe, é claro! Sua principal atividade artístico-política, uma vez que, ela cantava pra dizer que estava ali, ocupando aquele lugar, viva, ativa e pronta pra expor suas ideias. Outro capítulo, ah! As vizinhas, que se incomodavam muito com a beleza conjuntural da estética negra de minha mãe. Incomodadas, se sentiam provocadas e acabavam entrando na brincadeira de cantar suas "territorialidades pessoais".
Quantos aos outros dois capítulos, não vou me estender agora, já falei sobre eles, em outros textos...o rádio e a cristaleira, são dois personagens, extremamente, definidores dos meus primeiros caminhos mentais, meus primeiros questionamentos lógicos, enfim, minhas formulações mais significativas ainda na infância.
Ah! Um capítulo à parte, que já escrevi um pouco, no texto: Subjeticidade...é o Futebol, que perpassa toda a minha vida e formação, até os dias atuais. O mais intrigante dessa relação com o futebol, é que de paixão, virou objeto de pesquisa e não pretendo me desvencilhar tão cedo, mesmo não sendo profissional e nem torcedor fanático de futebol...trata-se de um olhar particular sobre essa atividade humana.
Vejam vocês a importância de um rascunho.
Nossa memória afetiva vai acumulando as informações, naquele baú imaginário, que a cada fase da vida, muda de tamanho sozinho, pra receber mais e mais informações, que surgem, passam por nossos sentidos e precisam repousar em um lugar confortável e seguro, seria esse baú imaginário, que durante algum tempo, publicamente, chamo de Caixa Preta.
A diversidade de opções e manifestações artísticas, que tinha na minha infância, não deixaram espaços pra eu pensar que o Rock era música de Nórdicos ou dos play-boys, porque, a explosão multicultural lá de casa, era tão significativa, que nada fazia falta.
Na adolescência, década de 1980, começo a compreender as estratégias da Colonização Portuguesa, Espanhola, Inglesa, Francesa, Holandesa e Norte-Americana.
Nesse fluxo de pesquisa, necessidade intelectual e política de saber sobre esse fenômeno planetário, quase me envenenei de Coca-Cola e outras drogas, que na verdade, são produtos componentes de uma ampla estratégia de dominação. Até a pessoa aprender que uma bebida, qualquer substância, comportamento ou mesmo alguma ideia é indispensável, à sua personalidade, haja propaganda, haja massificação! Salve o santo Marketing! Salve a santa televisão. Nessa época, entre outras leituras, estava lendo um livrinho, que agora não lembro o autor...mas, lembro o título: Invasão Estrangeira. Desse livro pra cá, nunca mais fiquei à vontade perto de pessoas que gostam muito de Coca-cola, Hamburguer, cocaína e "rock nórdico" ou "anglo-saxão".
Os estragos de uma colonização são irreparáveis. A quantidade de gente debilitada que é produzida, geração após geração, é assustadora. Quando os afetados conseguem balbuciar algo sobre "reparação", já tem um coro de alienadaos, que foram lobotomizados e afinados pelo "sistema colonial", cantando: Ah! Que bobagem é essa...pra quê tanta pressa? Como dizia o Betinho:" quem tem fome tem pressa!" E quem já foi assassinado em alto mar, quer agora o Cais do porto.
Na década de 1980, me envolvi com o Rock and roll!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Desnecessidades
Um dia, sentado num boteco, observei uma série de acontecimentos comuns...desses que os dias trazem, repetidas vezes e nossos olhos, mesmo já cansados de enxergar, involuntariamente, movimentam-se, como dois sentinelas, numa coreografia impecável e determinam nosso direito de ver ou não, cenas surreais que a cidade oferece,
sem perguntar se é ou não do nosso agrado.
Agora, aqui pra nós, imagina se a cidade fosse um processo evoluído ao ponto de perguntar a cada cidadão se "isso" ou "aquilo" faz sentido, ser mostrado ou feito?
Com base na lógica da "Cidadania Ampliada", onde o cidadão tem plena consciência do seu poder individual/coletivo e sabe que não há cidade desenvolvida sem a participação efetiva dos cidadãos que nela habitam e que são os verdadeiros responsáveis por sua existência e bem estar.
Tudo poderia ser questionado e discutido coletivamente, todas as decisões mereceriam avaliação da Comunidade Cidadã, que seria composta de vários conselhos interligados por afinidades setoriais.
Quando o desenvolvimento sócio-cultural é travado ou retardado em uma cidade e o processo de formação política é manipulado e comprometido, com regras ultrapassadas, a "comunidade cidadã" encontra-se á beira de um abismo ou armadilha sistematizada, ou seja, uma espécie de ritualização da mesmice, pra facilitar a alienação e a dominação, diminuindo as perspectivas de sucesso da lógica da Cidadania Ampliada
sobre a lógica do Estado Limitado.
Um dia, sentado num Boteco, rascunhei uma teoria revolucionária...amassei o guardanapo e joguei na lata de LIXO, naquele momento, devo ter julgado aquelas ideias tão desnecessárias. No entanto, minha cidade ainda é tão rascunho de cidade...quem sabe algum revolucionário, ainda encontre aquele rascunho de revolução urbana?
sem perguntar se é ou não do nosso agrado.
Agora, aqui pra nós, imagina se a cidade fosse um processo evoluído ao ponto de perguntar a cada cidadão se "isso" ou "aquilo" faz sentido, ser mostrado ou feito?
Com base na lógica da "Cidadania Ampliada", onde o cidadão tem plena consciência do seu poder individual/coletivo e sabe que não há cidade desenvolvida sem a participação efetiva dos cidadãos que nela habitam e que são os verdadeiros responsáveis por sua existência e bem estar.
Tudo poderia ser questionado e discutido coletivamente, todas as decisões mereceriam avaliação da Comunidade Cidadã, que seria composta de vários conselhos interligados por afinidades setoriais.
Quando o desenvolvimento sócio-cultural é travado ou retardado em uma cidade e o processo de formação política é manipulado e comprometido, com regras ultrapassadas, a "comunidade cidadã" encontra-se á beira de um abismo ou armadilha sistematizada, ou seja, uma espécie de ritualização da mesmice, pra facilitar a alienação e a dominação, diminuindo as perspectivas de sucesso da lógica da Cidadania Ampliada
sobre a lógica do Estado Limitado.
Um dia, sentado num Boteco, rascunhei uma teoria revolucionária...amassei o guardanapo e joguei na lata de LIXO, naquele momento, devo ter julgado aquelas ideias tão desnecessárias. No entanto, minha cidade ainda é tão rascunho de cidade...quem sabe algum revolucionário, ainda encontre aquele rascunho de revolução urbana?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Fluxos e refluxos...
As forças subterrâneas que existem no subsolo, se movimentam à revelia de qualquer
sistema desenvolvido pela racionalidade humana.
Enquanto a ciência se pergunta sobre a existência de seres extra-terrestres, torna-se cada vez mais evidente, que o submundo se processa sob o domínio de uma engenharia fantástica, inigualável e, profundamente, inspiradora.
São muitas fontes de energia, em diversas partes do planeta, reservas minerais abundantes, que despertam a ambição e a cobiça dos homens, que são capazes de qualquer sacrifício pra se apoderar dessas riquezas naturais.
Com um tecido tão complexo e extenso, surpresas geniais podem acontecer, a todo momento, a tensão gravitacional, que mantém todas as coisas presas à superfície, como se nada estivesse acontecendo nas outras esferas do universo, deve ser responsável também, pela sensação de ligação eterna que o ser humano nutre por este planeta.
O homem, de tanto ficar preso, quase não entende o desprendimento, o desapego, enfim...desprender-se é um dos exercícios mais difíceis para os humanos. Talvez, isso nos ajude a pensar e entender melhor porque sofremos tanto com a ideia da ausência de alguém que gostaríamos de ter sempre por perto, mesmo sabendo que ninguém pode permanecer pra sempre na esfera terrena. A terra é um porto, uma estação, uma plataforma de transição...uma passagem pra outra dimensão.
Aqui e agora, elevo-me e uno-me a todos os meus ancestrais, todos os meus mortos, dos mais recentes aos mais remotos.
sistema desenvolvido pela racionalidade humana.
Enquanto a ciência se pergunta sobre a existência de seres extra-terrestres, torna-se cada vez mais evidente, que o submundo se processa sob o domínio de uma engenharia fantástica, inigualável e, profundamente, inspiradora.
São muitas fontes de energia, em diversas partes do planeta, reservas minerais abundantes, que despertam a ambição e a cobiça dos homens, que são capazes de qualquer sacrifício pra se apoderar dessas riquezas naturais.
Com um tecido tão complexo e extenso, surpresas geniais podem acontecer, a todo momento, a tensão gravitacional, que mantém todas as coisas presas à superfície, como se nada estivesse acontecendo nas outras esferas do universo, deve ser responsável também, pela sensação de ligação eterna que o ser humano nutre por este planeta.
O homem, de tanto ficar preso, quase não entende o desprendimento, o desapego, enfim...desprender-se é um dos exercícios mais difíceis para os humanos. Talvez, isso nos ajude a pensar e entender melhor porque sofremos tanto com a ideia da ausência de alguém que gostaríamos de ter sempre por perto, mesmo sabendo que ninguém pode permanecer pra sempre na esfera terrena. A terra é um porto, uma estação, uma plataforma de transição...uma passagem pra outra dimensão.
Aqui e agora, elevo-me e uno-me a todos os meus ancestrais, todos os meus mortos, dos mais recentes aos mais remotos.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Homem de Pedra.
Ah! Fulano tem coração de pedra! Todos nós, não só já ouvimos isso, como conhecemos pessoas, não com "coração de pedra"...mas, com o reservatório emocional congelado, aquela coisa fria, seca, feito Brasília, em dias de inverno.
Mesmo essas pessoas, enquanto vivem, derramam-se por dentro, em rios de sangue ininterruptos de uma artéria à outra, pra que todo o corpo funcione.
Imagine um homem que passou por uma experiência química e teve boa parte do seu sistema nervoso afetado...depois de um certo tempo, suas células começaram a empedrar...mas, por algum fenômeno inexplicável da ciência, o homem permaneceu vivo. É claro, que você vai lembrar logo, daquele estranho Super-herói dos quadrinhos: " A COISA". Exatamente!
Eu também lembrei.
Abri essa janela pra pensar melhor sobre um outro fenômeno científico, que segundo os mais antigos, aconteceu aqui no coração da América Latina. Pra início de conversa, o maior barato dessa estória é saber que toda a lavagem cerebral realizada pelo Eurocentrismo, sobre os "não europeus" não foi capaz de apagar os vasos sanguíneos cheios de informações milenares, contidos nas centenas de milhares de corpos abatidos e soterrados nesse território.
Cientificamente, já entendemos que a Terra é o "Planeta laboratório". Aqui, como dizia, Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Essa característica fantástica deve-se as condições orgânicas da composição e do posicionamento da Terra em relação ao Sol. Em outros planetas não é assim. Ser o terceiro planeta do sistema, contribui muito pra que seja desse jeito. Não está tão perto, nem tão distante do alcance da energia Solar, responsável por todos os processos de transformações em sua natureza.
Um dos meus mestres Invisíveis, o guardião do Templo sem Teto e Inspirador do Quinto decanato, me ensina que o voo é um trabalho como qualquer outro, é uma operação de movimentos, impulso, pulso, fluxo e refluxo.
Mesmo essas pessoas, enquanto vivem, derramam-se por dentro, em rios de sangue ininterruptos de uma artéria à outra, pra que todo o corpo funcione.
Imagine um homem que passou por uma experiência química e teve boa parte do seu sistema nervoso afetado...depois de um certo tempo, suas células começaram a empedrar...mas, por algum fenômeno inexplicável da ciência, o homem permaneceu vivo. É claro, que você vai lembrar logo, daquele estranho Super-herói dos quadrinhos: " A COISA". Exatamente!
Eu também lembrei.
Abri essa janela pra pensar melhor sobre um outro fenômeno científico, que segundo os mais antigos, aconteceu aqui no coração da América Latina. Pra início de conversa, o maior barato dessa estória é saber que toda a lavagem cerebral realizada pelo Eurocentrismo, sobre os "não europeus" não foi capaz de apagar os vasos sanguíneos cheios de informações milenares, contidos nas centenas de milhares de corpos abatidos e soterrados nesse território.
Cientificamente, já entendemos que a Terra é o "Planeta laboratório". Aqui, como dizia, Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Essa característica fantástica deve-se as condições orgânicas da composição e do posicionamento da Terra em relação ao Sol. Em outros planetas não é assim. Ser o terceiro planeta do sistema, contribui muito pra que seja desse jeito. Não está tão perto, nem tão distante do alcance da energia Solar, responsável por todos os processos de transformações em sua natureza.
Um dos meus mestres Invisíveis, o guardião do Templo sem Teto e Inspirador do Quinto decanato, me ensina que o voo é um trabalho como qualquer outro, é uma operação de movimentos, impulso, pulso, fluxo e refluxo.
domingo, 16 de outubro de 2011
Criartinomia, a série
Criar é mais que apaixonante. É tudo! E por pior que seja, a criação, significa um processo iniciado, desenvolvido e concluído.É o pleno exercício da "escolha", com liberdade, consciência e autonomia. Enquanto crio, nenhum sistema é maior ou melhor, que aquilo que estou criando. Assim, experimento todo poder do ato criativo como se fosse um jato de vida a mais, no deserto de tantos mortos, onde verbo e verba, não são termos da mesma língua.
Por mais subjetivo que seja o ato criativo, exercito a compreensão da objetividade da vida. Nesse contexto, não estou interessado em provar nada pra ninguém, só estou comprometido com o desenvolvimento do meu processo criativo, nada mais. A dimensão dessas criações, não me importa. Pequenas, grandes... maximais ou minimais, se somarão ao conjunto da obra e como dizem os pretos velhos deitados: "pequenos sinais, podem significar grandes histórias,ainda não contadas" ou grandes caminhos ainda não percorridos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Pedra Colonial
Bem, até onde sabemos, pedra é pedra, não tem sentimentos. Se algum dia encontrares uma pedra chorando ou cantando um Fado, não se assuste, pode ser uma pedra portuguesa.
Tá aí, um fato intrigante. As pedras existem antes da presença do homem no Planeta, pra mandar papo reto,quero dizer que, as pedras nunca dependeram do homem pra sentir ou deixar de sentir. Logo, me ponho a neuroniar...que tipo de gente, ficaria olhando pra um pedaço ou um monte de pedras à espera de alguma reação sentimental?
Não se preocupe em responder, isso não é um teste de conhecimentos gerais, isso é um texto de conhecimentos específicos. Se você não gosta de Geologia, Mineralogia, Filosofia, Artes plásticas ou Artes literárias, esqueça! Não precisa nem continuar essa leitura.
Tenho certeza, que nenhuma pedra vai sair do seu repouso habitual, pra implorar sua atenção mesquinha, seu "olhar Colonial", sempre disposto a classificar tudo, a enquadrar tudo no seu "modo de ver", pra se achar superior ou pra disfarçar sua pequenez diante da grandeza dos que vivem sem se importar com a nacionalidade da pedra, por exemplo.
A pedra não está nem aí, pra o fato de que alguém, pensa que ela é Portuguesa ou Irlandesa ou Javaneza, ela é pedra e pronto! Em qualquer lugar do mundo, ela sempre será pedra e continuará ignorando esses tipos preocupados, assustados com o comportamento alheio, como se sofressem de uma doença, caracterizada por uma necessidade excessiva de controlar tudo a sua volta, inclusive as pedras.
Então, também não estou nem aí, pra o caso das pedras com os homens. Não posso esperar que elas, as pedras, façam um amplo movimento libertador para descolonizar todas as pedras do planeta terra. Por outro lado, preocupa-me o efeito da colonização sobre as pessoas colonizadas que não percebem o quanto são tratadas como se fossem pedras.
Tá aí, um fato intrigante. As pedras existem antes da presença do homem no Planeta, pra mandar papo reto,quero dizer que, as pedras nunca dependeram do homem pra sentir ou deixar de sentir. Logo, me ponho a neuroniar...que tipo de gente, ficaria olhando pra um pedaço ou um monte de pedras à espera de alguma reação sentimental?
Não se preocupe em responder, isso não é um teste de conhecimentos gerais, isso é um texto de conhecimentos específicos. Se você não gosta de Geologia, Mineralogia, Filosofia, Artes plásticas ou Artes literárias, esqueça! Não precisa nem continuar essa leitura.
Tenho certeza, que nenhuma pedra vai sair do seu repouso habitual, pra implorar sua atenção mesquinha, seu "olhar Colonial", sempre disposto a classificar tudo, a enquadrar tudo no seu "modo de ver", pra se achar superior ou pra disfarçar sua pequenez diante da grandeza dos que vivem sem se importar com a nacionalidade da pedra, por exemplo.
A pedra não está nem aí, pra o fato de que alguém, pensa que ela é Portuguesa ou Irlandesa ou Javaneza, ela é pedra e pronto! Em qualquer lugar do mundo, ela sempre será pedra e continuará ignorando esses tipos preocupados, assustados com o comportamento alheio, como se sofressem de uma doença, caracterizada por uma necessidade excessiva de controlar tudo a sua volta, inclusive as pedras.
Então, também não estou nem aí, pra o caso das pedras com os homens. Não posso esperar que elas, as pedras, façam um amplo movimento libertador para descolonizar todas as pedras do planeta terra. Por outro lado, preocupa-me o efeito da colonização sobre as pessoas colonizadas que não percebem o quanto são tratadas como se fossem pedras.
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