terça-feira, 24 de maio de 2011

MUERTE DE ABDIAS DO NASCIMENTO

MUERE ABDIAS DO NASCIMENTO EN BRASIL.

LOS MOVIMIENTOS AFROS DEL MUNDO PIRDEN UN GRAN PENSADOR DE LAS CUESTIONES DE LA DIÁSPORA AFRICANA Y UN HOMBRE DE LUCHA ANTIRACISTA. EL MÁS IMPORTANTE INTELECTUAL AFROBRASILEÑO, ASÍ COMO MANUEL ZAPATA OLIVELLA, DE COLOMBIA, ABDIAS DO NASCIMENTO, , FUE UN HUMANISTA SIN COMPARACIÓN. UN INVESTIGADOR QUE LUCHÓ POR UNA EDUCACIÓN PARA TODOS Y POR MEJORIAS DE CONDICIONES DE LOS GRUPOS AFROS EN BRASIL Y EN MUCHAS PARTES DEL MUNDO. SU LENGUAJE FUE LA QUE NOMBRÓ UNA ÓPTICA ÚNICA PARA PENSAR TAMBIÉN LA ESTÉTICA AFROBRASILEÑA.CELEBRAMOS SU VIDA EN SU MUERTE.BUSCÓ LA LIBERTAD DE SU GENTE PERO LA LIBERTAD DE SU PAÍS. AYUDÓ A FOMENTAR EL ESPÍRITU DE LA RESISTENCIA CON SU DRAMATURGÍA, ARTE Y PERFORMANCE POLÍTICA CUANDO MUCHOS TEÓRICOS VENDÍAN UN BRASIL PERFECTO Y SIN RACISMO. NUESTRO RENACIMIENTO TIENE MUCHO QUE VER CON LAS ENMIENDAS CONSTITUCIONALES QUE AYUDÓ A CREAR Y CON LAS FORMAS ADOPTADAS DE CAMBIARSE HOMBRE AFRO.

PARA NUESTRO ANCESTRO... ABDIAS DO NASCIMENTO.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Janelas, portas e portais

Abrir as janelas da casa, era uma atividade importantíssima, todas as manhãs. Para que despertássemos dos nossos sonhos ou pesadelos e fôssemos abraçados
pelos raios de sol.
“ Abre a janela formosa mulher, dizia o poeta cantador...”

Minha mãe, não só abria as janelas. Na maioria das vezes, ajeitava a guela, abria a voz e desfolhava de sua árvore genealógica, páginas cheias de cantigas e canções de um repertório preparado por ela, durante suas passagens pelo universo musical das “bandas de bailes”.
“ Abre a janela formosa mulher, da velha lapa que passou!”

Junto com essas canções, surgiam melodias sem letras, que ela solfejava ou às vezes, usava outra técnica, que meu grau de pertencimento me autoriza a batizar de “gungunado”, em sua homenagem e inspirado no jeito de falar dos Pretos velhos, enfim, coisa de preto.

Por isso, sempre gostei de janelas. Não agüentaria morar em casas sem ou com deficiência de janelas. Automaticamente, quando abri a primeira janela desse texto, na primeira linha, já estava lembrando da casa onde nasci e das primeiras janelas que abri, após as janelas dos meus olhos...

Várias vezes, me pego revirando os arquivos imagéticos da minha infância, atrás de alguma informação perdida. Quando sei o que estou procurando, abro uma janela e logo, chego ao lugar ou situação buscada. Quando não sei, exatamente, o que quero, tenho necessidade de abrir várias janelas, até chegar onde preciso.

Esse processo de abrir janelas para visualizar coisas, acontecimentos e pessoas que passaram por nós, vai além do exercício de lembrar. É um trabalho de restauração da memória daquilo que somos. Tanto pelo que vivemos quanto pelo que deixamos de viver.
Ou seja, o que vivemos está dentro de nós, é parte do nosso corpo. O que deixamos de viver está no espaço da memória que acessamos quando abrimos nossas janelas imaginárias.

Se não tenho os códigos certos pra abrir a janela no tempo exato do acontecimento, dificilmente, vou acessar a informação que preciso, abrindo uma janela só. Aí, entra em cena o processo, de janela em janela posso ver todos os lados da casa.
Posso ainda, considerar que minha vida é minha morada, meu templo, quero dizer, moro em minhas lembranças, sonhos, feitos e não-feitos.

Questionário

Você ouve o som que vem das massas
espremidas pelo rolo compressor?
Que tritura corpos como se fosse cana em moenda...

Será que você sabe o valor de mil gotas de suor
que cai do corpo de um trabalhador?
Sabe quantas almas vagam
sem que uma luz se acenda?

Imagina a quantidade de perguntas que compõe esse questionário?
Você separa o seu lixo?
Você dá esmola?
Tem endereço fixo?
Você passa a bola?

Qualé a cara de Deus no seu imaginário?
É igual?
É diferente?
Seria a soma dos seus ancestrais com os seus descendentes?

Você é uma pessoa globalizada?
Vive onlainemente ?
Seu país foi colonizado?

O que você faz quando percebe que não está fazendo nada?
Entra em crise?
Chuta o balde?
Se aplica?
Se muda?
Ou senta a bunda na calçada?
Se faz de morto ?
Dorme no chão?
Vira cachorro?
Mija no poste?

Se sente um completo animal?
Sem choro, sem riso, sem bem ou mal
sem inferno ou paraíso, sem corpo de operário, sem pose de intelectual...
Você ouve o silêncio sufocado dos que vivem na asfixia do underground?

Não se preocupe com o meu cabelo, com a minha roupa, com o meu estilo, minha estética, tenha ética!
Não se meta em minha rima, não dê meta a minha métrica.

Não me peça que eu me esqueça
Eu tenho um Rio de memória dentro da minha cabeça.

sexta-feira, 11 de março de 2011

POELOSOFIA

Campo de estudos reflexivos sobre a abrangência do Poético como eixo fundamental para análise dos estados de consciências da mente humana.
Linha tênue ou ponto de conexão entre a Poesia e a filosofia.
Quando o poeta quer filosofia e quando o filósofo quer poesia.
Quando os versos de um poema
querem dizer algo além da imaginação dos simples mortais, quando um postulado filosófico alcança o cerne da simplicidade do cotidiano e gera a pérola da compreensão.

Isto é Poelosofia.

Nesse Campo trabalharemos sempre com o poético e o filosófico, sem nos aprisionarmos a Filosofia, enquanto ciência ou a Poesia , enquanto linguagem. Estaremos sempre Poelosofando. Vamos poelosofar? Experimente! Vem!

É claro que se trata de mais uma provocação. Há algo mais interessante no processo de trabalho com ideias, que aquele ponto de tensão/atração gerado por algum tipo de provocação ou desafio à nossa capacidade de compreensão? Talvez, sim! Talvez, não!
vai depender do grau de interesse de cada um pelo valor das informações que possam estar contidas nas tais provocações.

Quando começei a pensar essa configuração, que aqui batizo de Poelosofia, me senti diante de um imenso portal de auto-conhecimento. Aí, fiquei como? Tenso e atraido a
desenrolar o tema, como se fosse mais um jogo de palavras e sentidos.
Mais que um desafio pra minha capacidade de compreender meus próprios recursos mentais, estava criando uma ordem de problemas que me exigiriam, em algum momento, resoluções ou pelo menos, propostas para resolvê-los. Assim, depois de muito tempo pensando sobre isso, decidi escrever, ou seja, estou me propondo a encarar meu próprio desafio de pensar, falar e escrever sobre Poelosofia.

Como se trata de algo que está em fase de elaboração, não tenho as respostas, para as perguntas que possam surgir ao longo do processo de desenvolvimento dessa linguagem. Penso que posso entendê-la assim, pela forma como estou trabalhando para estruturar seus postulados, argumentações, funcionalidades e aplicações na vida prática.

Faço questão de deixar bem "enegrecido", que é um exercício de escafandro na subjetividade humana, tendo como plataforma, a minha. Assim, de mergulho em mergulho,estarei sempre à disposição e interagindo com diversos elementos dispostos
no oceano abstrato do meu micro universo poético-filosófico, burilando a pérola que me autorizo a baptizar de Poelosofia.

Aqui, nesse espaço, gostaria de me ater ao compromisso único de escrever. No entanto, percebo que toda vez que venho postar um parágrafo pensado, automaticamente, sinto necessidade de escrever outros e abrir outras janelas da casa que estou construindo, durante toda a minha vida. Logo, entendo que, preciso sentir, pensar, falar, agir, interagir e por último, escrever. Sempre considerando os casos de subversão dessa ordem.

quinta-feira, 10 de março de 2011

SALDOS DE CARNAVAL

Não importa o lugar, todo país que preserva essa tradição dos festejos carnavalescos ou se preferirmos,"Festa da Carne", passados os dias de intenso fogo interno, quilogramas de maquiagens e máscaras de alegria, perdem o trono, imediatamente, para uma legião de anjos caídos.

Almas vazias, corpos pesados, traídos pelas bruxas da ilusão, da sedução e da luxúria.Assim, quem assume o tão disputado trono é a tristeza. Magestade dos desencantados, desiludidos, abandonados, carregados de códigos e imagens indecifráveis na cabeça.

Sob as sombras dessas almas, que só aumentam a cada Carnaval, se desenvolve o estranho reinado da tristeza, também conhecido por aqui como "Quaresma", tenebroso período de quarenta dias, um mix ou uma verdadeira "zona morta" entre o carnaval e a páscoa.

Mas não é que essas coisas funcionam!!! "Agora o que se faz?".. Alguém pergunta : "Ah sim! É tempo de recolhimento"... Respondeu o amigo. Depois vamos todos para a loja Americana encher o cartão de crédito com compras de produtos da Nestlé... Garoto.... "É TEMPO DE PÁSCOA"!!!!!anuncia o outdoor. Ah Muleque! Ainda vamos encher os cornos com o Sangue de Cristo, sangria ou seria Sangue de Boi?

Os saudosistas sofrem até quando o sol se põe no posto 9, imagina o sofrimento deles quando acaba o carnaval? Como dizia aquela personagem da novela: "É a treva!" Vou nessa! Vou fazer um samba triste, por entre as sombras da quaresma. Fui!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Surto Criartístico.

Quando alguém passa anos de sua vida, desafiando o silêncio, só se pode esperar algum tipo de explosão...essas linhas podem soar como uma máxima vazia, ao mesmo tempo, podem inspirar uma excelente reflexão sobre o ato de criação.

Nas linhas, posteriores a essas declarações, é interessante deixar claro, que ninguém se declara em público, com tanta segurança, se não viveu o suficiente pra afirmar e defender, com naturalidade, as nuances na textura do mel e na textura do fel...em outras palavras, quero dizer, que é por conta de algum sacrifício, que alguém aceita mergulhar de cabeça em um determinado processo ou experiência e, ainda se propõe a uma exposição dos resultados de sua viagem interior...

Imagine o silêncio de um Monge de qualquer doutrina que se dedica a cumprir um pacto com o "insondável", o invisível, enfim, algo sem forma, impalpável, indefinível, sem dimensões exatas...Para tal processo imaginativo é preciso muito mais que silêncio.
É fundamental que se queira aprender tudo sobre o seu próprio caminho solitário em busca de um saber específico...aquilo que se possa chamar de "algo mais", o diferencial que possibilite ao espaçonauta, situar-se como referência, no tempo e no espaço, capaz de conduzir sua nave por rotas improváveis e ainda retornar à Terra e ao coletivo humano, um legado cheio de outras perspectivas.

Um ato de criação, seja qual for a linguagem ou área do conhecimento, exige imersão, que às vezes, parece confinamento, solitarismo. É quando criador e criatura, convertem-se em um só organismo, pra gerar aquilo que será ARTE.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poética Afética.

Sempre que entro numa certa esfera de sensações, sinto necessidade de retomar umas falas inaudíveis ou pensamentos intratímpanos...que trazem sabores antigos e tão próximos de mim. Toda vez que me lembrar dessa temática e não conseguir conter o ímpeto de escrever, vou chamar de "Poética Afética", assim já sei que se trata dos meus caminhos mais íntimos, aqueles que me levam e me trazem pelas entranhas dos meus sonhos,acordes e acordos que fiz comigo mesmo, em vários momentos diferentes da minha vida e da construção de trajetória que escolhi pra chegar até aqui onde estou.

Lugar simbólico e imaginário que elaborei com extremo cuidado e dedicação ao longo de quatro decanatos(Qd), quase não me preocupei com o mundo à minha volta, praticamente,deixei muros e paredes desabarem sem me importar, saltei os escombros e segui meus sentidos e minha "Deusa intuição"...egoísta? Alguém irá perguntar ou afirmar com toda certeza que fui ou que sou. Não há espaço pra arrependimentos...sei o quanto me doei e me deixei levar por meus devaneios idealistas a ponto de quase esquecer de mim.

Aqui desse lugar de onde estou, simplesmente, deixo fluir algumas falas inaudíveis, resultantes de pensamentos explosivos dentro dos meus tímpanos. Antes de se tornarem ou se aproximarem de qualquer forma de expressão artística, são demarcadores fundamentais do meu território poético-afetivo.

Até onde o seu afeto afeta alguém? E até onde voce se deixa afetar pelo afeto de alguém?